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Os principais erros das empresas familiares.

  • Foto do escritor: Michel Hayachi
    Michel Hayachi
  • 17 de jun. de 2020
  • 2 min de leitura

As empresas familiares representam cerca de 80% das companhias brasileiras este índice foi divulgado pela PwC Brasil em 2016, elas são responsáveis por 4,5 milhões de empresas constituídas, 42% dos salários pagos, 21% da participação no PIB, além de representarem 60% dos empregos formais no País. No Brasil, no que tange às micro e pequenas empresas familiares, constataram que 17% delas não resistiram ao primeiro ano de vida, 45% desapareceram com até 5 anos e 87% morreram antes de completarem 20 anos, sendo que a idade média das empresas é de 9 anos. Constatou-se que os principais motivos para o encerramento das operações destas empresas foram: 42% por falta de planejamento estratégico e informações do mercado, 17% por complexidade tributária e burocracias, 15% por dificuldade no acesso ao crédito financeiro, 7% por brigas familiares ou de sócios e 5% por falência. Estes dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) no ano de 2013. Incluindo nestes dados a sucessão das empresas familiares pesquisas mostram que, de cada 100 empresas familiares abertas e bem-sucedidas, 30 chegam à segunda geração e 15 à terceira.


Quais os principais erros cometidos nas empresas familiares que levam a um índice tão grande de insucesso? 

A cultura familiar gera grande dificuldade em separar o profissional do particular, a falsa sensação de levar vantagem ao usar os recursos da empresa para assuntos particulares, muitas vezes priorizando-os, elevam os custos da empresa, cargos ocupados por membros da família ou amigos sem a capacitação ou experiência necessária causam percas significativas nos processos internos e a desmotivação do restante da equipe, brigas familiares podem prejudicar o ambiente da empresa tornando-o pesado, falta de habilidade com a gestão de pessoas, muitas vezes cometendo exageros e até mesmo desmoralizando as pessoas gera falta de confiança impactando na iniciativa e pró-atividade dos colaboradores.

Para solucionar este senário é de suma importância a profissionalização da empresa, alocando aos cargos chave profissionais capacitados e experientes dando autonomia e o apoio necessário, separar assuntos pessoais e profissionais reduzindo despesas extras, manter cultura colaborativa, incentivando o comportamento pró-ativo, ouvir as opiniões da equipe e principalmente desenvolver habilidade em gestão de pessoas, que ao meu ver são os recursos agregadores de valor mais importantes para as empresas.


 
 
 

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